Ausência que se repete: prefeita Flávia Tavares falta à leitura anual na Câmara de Macau
- 25/02/2026
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A ausência da prefeita Flávia Tavares na leitura anual desta terça-feira, 24, na Câmara Municipal de Macau, reacende um debate importante sobre compromisso institucional e respeito ao Legislativo. Não é a primeira vez: em 2025, a gestora também deixou de comparecer à abertura oficial dos trabalhos parlamentares.
Segundo informou a presidente da Casa, a vereadora Ceição Lins, a presença da prefeita está prevista para o dia 10 de março de 2026. Ainda assim, a justificativa de um novo agendamento não elimina o desgaste político causado pela ausência em um dos momentos mais simbólicos do calendário institucional do município.
Um gesto que vai além do protocolo
A leitura anual não é apenas um rito formal. Trata-se de um espaço democrático em que o chefe do Executivo apresenta metas, presta contas das ações realizadas e sinaliza prioridades para o ano em curso. É também uma oportunidade de diálogo direto com os vereadores — representantes legítimos da população.
Ao optar por não comparecer, a prefeita transmite uma mensagem que pode ser interpretada como distanciamento do Poder Legislativo. Em tempos em que se cobra transparência e harmonia entre os poderes, a ausência consecutiva fragiliza a imagem institucional da gestão.
Repercussão política e institucional
A repetição do não comparecimento tende a gerar questionamentos tanto entre parlamentares quanto na sociedade civil. Ainda que haja justificativas administrativas ou de agenda, a comunicação prévia e a transparência sobre os motivos são fundamentais para evitar ruídos.
A declaração da presidente Câmara Municipal de Macau, Ceição Lins, ao anunciar a nova data para a presença da prefeita, demonstra tentativa de manter a normalidade institucional. No entanto, o episódio reforça a necessidade de maior alinhamento entre Executivo e Legislativo.
Respeito institucional é essencial
A democracia municipal se fortalece quando há diálogo, presença e prestação de contas. A ausência reiterada da chefe do Executivo em momentos solenes da Câmara pode comprometer a relação entre os poderes e alimentar críticas quanto ao compromisso com a transparência.
Resta agora aguardar o dia 10 de março de 2026, quando, segundo informado oficialmente, a prefeita deverá comparecer para cumprir o ato institucional. A expectativa é de que, além da leitura formal, haja também um gesto claro de valorização do Poder Legislativo e do papel fiscalizador dos vereadores.
Porque, mais do que uma formalidade, a presença do gestor é um sinal de respeito à Casa do povo — e, sobretudo, à população de Macau.
Portal Macauense








































